segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Preguiça de viver


Será que os seres humanos que vivem hoje neste planeta estão realmente preocupados com a perpetuação de sua existência? Perpetuar a existência de sua espécie é o motivo maior para que os animais se reproduzam. Se não se preocupar com o futuro de sua existência é sinal de que o homem não se preocupa em perpetuar sua existência, pode-se dizer que os homens estão passando para um nível abaixo dos animais já que eles tentam se preservar.
O não desejo de transformar o hoje para que o amanhã seja possível, é um grande sinal do egoísmo presente no homem de hoje. Aí podemos nos questionar: se os homens, como vimos no livro lido, ao longo dos anos foi se preocupando em encontrar a verdade e, por isso, transformava a realidade, hoje ainda existe uma busca pela verdade já que não há uma busca por uma transformação positiva da realidade?
É estranho e um tanto curioso ver que a geração atual parece não ter o desejo de preservar o que se tem para as gerações futuras. Basta ver para isso o desmatamento, o aquecimento global sendo ignorado por muitos. Enfim, o descaso cada vez maior com o futuro demonstra que o ser humano pode ter deixado de buscar, mesmo de forma inconsciente, a si mesmo e a verdade. Isso é preocupante!
A transformação, a busca pela verdade implica numa constante vivência. Mas se esta busca está parada, qual o motivo? Há uma preguiça de viver? Viver não é fácil! Exige esforço, dedicação. Mesmo sendo um presente do Criador, é preciso muito esforço para preservar este presente. A cada novo dia, novos fatos surgem. Bons ou não, sempre aparecem na vida e o homem pode ter cansado de ter que lidar com estes novos fatos e isso pode ter levado à preguiça de viver.
Tendo a preguiça de viver, não há razão para buscar a verdade e se não há razão para buscar a verdade, não há motivo para a transformação. Se não houver transformação, somente vai surgir na vida do homem coisas que o desanimem mais e, assim, a humanidade estará dentro de um círculo vicioso que será difícil de sair depois de consolidado.
O problema é que a humanidade está nesta situação não apenas por que quer estar, mas porque ela pode não estar percebendo todos os sinais de que estamos estagnados. Apesar dos avanços tecnológicos, há um retrocesso em muitos aspectos morais e éticos, o que faz com que a humanidade de um passo adiante e outro para trás. E quando se está parado, não há busca; se não há busca, não se encontra a verdade; se não se encontra a verdade, o homem não se conhece e não se conhecendo, o homem não vê motivos nem possibilidades de se aperfeiçoar.
Mas, ainda assim, o homem só existe até hoje porque ele foi capaz de superar todas as dificuldades que lhe foram surgindo ao longo de toda sua existência. As dificuldades atuais não são menos importantes ou mais fáceis que as do passado, por isso mesmo elas também podem ser superadas.
Para isso é necessário nunca desistir ou deixar de acreditar na humanidade. Se os homens perderem a esperança em sua própria espécie, podemos esperar o pior. É a humanidade a única capaz de alterar conscientemente o seu ambiente, fazendo com que ele melhore e ofereça melhores condições de viver.
Apesar da aparente preguiça de viver do homem de hoje, ainda há dentro dele o desejo de se aperfeiçoar, de buscar a verdade. Ele precisa apenas ser estimulado por aqueles que ainda sentem e creem firmemente que o ser humano é capaz de fazer uma mudança radical em sua vida e, por consequência, em sua existência.
O homem pode voltar a ter um sentido para viver, para buscar o algo maior que ele tem e que pode ser conhecido. Somente quando a busca for constante, que mais perto se chegará da verdade. Talvez não seja fácil reconhecê-la, mas depois de tantos anos de busca, é bem provável que já estejamos mais próximos a ela que os filósofos gregos, por exemplo. Tudo muda muito, é claro, mas sempre é necessário se buscar o conhecimento com aquele mesmo ardor com que os gregos buscavam.
Para fazer essa busca é que temos em cada área da nossa vida, da nossa sociedade, em cada dimensão humana a presença da Filosofia. Ela nos faz refletir e, assim, ver onde estamos acertando ou onde estamos errando. O que pode estar faltando é ouvir aqueles que fazem filosofia. Assim, não se percebe aquilo que precisa ser melhorado ou preservado para que o homem encontre a si mesmo nesta busca infinita que faz de si.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Ah, sei lá …

Não sei ao certo o que dizer. Sei apenas que quero dizer algo e essa vontade de dizer que me faz ficar inquieto dentro de mim. Mas, dizia Wittgenstein, “sobre aquilo que não pode ser dito, é melhor se calar”. Acho que, no meu caso, o melhor é me calar mesmo. O que posso dizer de mim? O que digo de mim além de que continuo não sabendo o que sei e que continuo permanecendo em mim apesar das tantas fugas em vãs? O que digo além do fato de que estando cada vez mais pronto para viver, sinto-me incapaz de dar os primeiros passos.

Sei lá …  a vida, de tão estranha e confusa, é encantadora. E o encanto sempre tem sei lado bom ou não bom, mas, ainda assim, quero me encantar pela vida seja lá quais forem os encantos que me são preparados. Como diz Ana Carolina: “cada vez que eu fujo eu me aproximo mais” …

domingo, 23 de agosto de 2009

Faz tempo

Faz tempo que não escrevo aqui … motivos não faltam: sonhos foram criados … sonhos foram destruidos … conquistas foram feitas … metas abandonadas … Mas eu, o Alexandre, confiante e confuso, decidido e pensativo, sempre estive aqui … só não sei onde é o aqui ao certo, mas que estive, estive …

domingo, 28 de junho de 2009

5 coisas que aprendi com o lápis

1° qualidade: Vc pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer
nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade.
2° qualidade: De vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas
no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores,
porque elas o farão ser uma pessoa melhor.
3° qualidade: O lápis sempre permite que usemos uma borracha para
apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos
não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no
caminho da justiça.
4° qualidade: O que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua
forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide
daquilo que acontece dentro de vc
E Finalmente a 5° qualidade: O Lápis sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que vc fizer na vida, irá deixar traços..

(Paulo Coelho)

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Ah, o ser humano! 2

Quando estamos à espera de algo, somos movidos pelos mais estranhos sentimentos enquanto esse algo não chega. Talvez não os mais estranhos sentimentos, mas, os mais controversos.
Na realidade, nem sei o que estou escrevendo aqui e nem o que vou escrever. Vou simplesmente deixando com que meus dedos toquem o teclado deste computador.
Já sei, vou falar sobre o último post: "Ah, o ser humano" ... Ah, o ser humano: quanto podemos nos surpreender com ele. Quando achamos que nada mais pode dar certo, as coisas mudam. Quando acho(amos) que as coisas serão destruídas, elas ainda existem.
Ah, o ser humano: quanto podemos nos surpreender com ele. Uma das coisas mais fantásticas que ele, o humano, pode fazer, é ser um pouco divino. Isso mesmo: um pouco divino! Somos capazes de criar, de chegar à soluções, de inventar, re-inventar, de interpretar, de fazer, de construir, de sonhar ... o humano é divino!
E sabem o melhor de tudo? EU SOU HUMANO.